Ninguém vai calar minha voz
Olha em volta, mano O silêncio também é crime Ninguém vai calar minha voz, já tentaram demais Sistema apodrecido, fedendo por trás Gravata limpa, alma suja, olho frio Brindam com champanhe enquanto o povo passa frio Eles fingem não ver — ou são cegos por opção Só pensam no próprio bolso, zero compaixão Enquanto a maioria se fode na fila do pão Essa minoria se alimenta da exploração Poder, glória, humilhação, é o jogo deles Pisam em corpos, constroem castelos sobre esqueletos Querem que a gente abaixe a cabeça e fique mudo Mas silêncio é o que afunda de vez esse mundo Tudo é imposto, taxa, corrupção Promessa vazia disfarçada de salvação Te distraem com migalha e divisão Enquanto roubam o futuro da nação Ninguém vai calar minha voz, não Mesmo que tentem nos manter no chão Abre o olho, acorda pra vida, irmão Porque o mundo tá descendo pro abismo em combustão Ninguém vai calar minha voz, não O que eu falo vem do coração Se hoje você não vê a situação Amanhã vai cair no colo dos seus filhos, então Exploração normalizada, manchete maquiada Corrupção virou piada, rotina aceitável Trabalha a vida inteira pra sobreviver cansado Enquanto poucos vivem como deuses intocáveis Eles querem mais, sempre mais, nunca basta Mais poder, mais controle, mais gente na sarjeta Te ensinam a brigar com quem tá do teu lado Enquanto o verdadeiro inimigo segue blindado Eu vejo lá na frente, tipo visão adiantada O futuro da nação sendo vendido em parcelas E esses lixos sem coração, sem remorso Aplaudidos por quem confunde mentira com discurso Não é ódio, é lucidez Não é revolta vazia, é clareza do que eu sei Se a gente não gritar hoje, vai pagar depois História cobra juros — e não tem perdão pra nós Ninguém vai calar minha voz, não Mesmo que tentem nos manter no chão Abre o olho, acorda pra vida, irmão Porque o mundo tá descendo pro abismo em combustão Ninguém vai calar minha voz, não O que eu falo vem do coração Se hoje você não vê a situação Amanhã vai cair no colo dos seus filhos, então Se você ouviu e doeu… É porque era pra doer. Agora decide: Fingir que não vê Ou levantar a voz também.


